Também gostava que assim fosse Ana, mas não é. Esta Ariadne não existe, existe sim uma idealização, a vontade de alguma existir... É o problema de todo o sonhador, sonha, mas nunca concretiza ou realiza a vontade de amar. De facto é uma frustração, e sinceramente nem sei porque o faço, mas partilho. Penso que passa por uma vontade de sentir aquilo que já senti, de querer apreciar toda a especialidade íntima de um ser, a forma mais sincera que ela te pode apresentar. achas possivel? A cada dia que passa mais eu perco a vontade deste tipo de dar, perceber que a comunhão se baseia em perguntas como, o que me podes proporcionar? Ou, antes de querer saber quem és eu vou querer saber aquilo que tens!... No fundo Ana, corrige-me se estou errado, fazes parte de uma geração em que as necessidades eram outras, onde a primavera de uma relação se baseava em perceber até que ponto este ser humano é enquanto pessoa, como por exemplo valores, personalidade sincera e não enrolada pela necessidade de ter que transparecer mais uma farsa na sua vida.
Não é fácil ser sincero, as nossas necessidades são diversas e o ser humano de hoje em dia vive com uma “tatuagem” de carpe diem, estampada nas mais diversas partes do seu corpo! Viver os prazeres da vida, misturado com o egocentrismo de cada um, origina a ruptura disso que pensas ser a vontade e necessidade, ou se mesmo, o desejo de todas as mulheres! Perceber um homem ou uma mulher não é fácil, decifrar as mensagens constantes a que estamos sujeitos pela vontade de querer saber mais, torna-se por vezes frustrante de constactar a incerteza de cada acto, tanto teu como de um outro, e tudo, pela incapacidade de ser sincero, pela incapacidade de mostrar aquilo que realmente representa e deixar-se levar por aquilo que esta vida tem para lhe dar...
Por exemplo, é muito dificil perceber porque motivo certos e determinados homens “saltam de poleiro em poleiro”? Não dá nem sequer para passar pela cabeça que esse lote vive de uma carência sem fim, de uma carência saciada momentaneamente como uma droga te sacia no teu maior estado de ressaca, mesmo sabendo que isso só te faz mal? A carência leva-te ao desespero, provar o amor é como te tornar dependente, e mesmo que não seja a quantidade que desejas, não consegues resistir à necessidade de sentir uma proximidade ínfima daquela droga que um dia chegaste a experimentar... Nem imaginas como é sentir o vazio em que cais a partir do momento em que deixas de atacar as “ovelhas” e vês que tudo à tua volta é nada! Sabes que não é vida mas não queres ficar no vazio, por isso escolhes viver mentiras sucessivas na esperança eterna de as tornar numa verdade.
Não é fácil viver com a angústia de um desejo insaciado e misturado na ideia que, esse poderá estar perdido no pomar da impossibilidade.
Tenho fases em que grito, desespero, imagino-me embrulhado pelas dores da perda, pela incapacidade de encontrar qualquer coisa para além da idealização, encontrar alguém que realmente se interesse por aquilo que representas e que não faça juizo por actos irreflectidos que possas ter evidenciado em fases instáveis da tua vida.
Um ruido não é uma certeza, é um fragmento, o resto só o “silêncio” te pode dar...
No fundo o grande motivo é poder exteriorizar as minhas frustrações, os meus desejos, as minhas visões e partilhar um pouco aquilo do que é isto que se vai dando ao longo do tempo... (o silêncio)
Obrigado pelo comentário Ana, lamento se defraudei qualquer coisa mas de facto esta escrita foi feita a partir do sem parar e sem articular (pensamentos), digamos que se apresenta na sua forma mais expontânea e sincera que te poderia, neste espaço e tempo, contemplar.
Não é fácil ser sincero, as nossas necessidades são diversas e o ser humano de hoje em dia vive com uma “tatuagem” de carpe diem, estampada nas mais diversas partes do seu corpo! Viver os prazeres da vida, misturado com o egocentrismo de cada um, origina a ruptura disso que pensas ser a vontade e necessidade, ou se mesmo, o desejo de todas as mulheres! Perceber um homem ou uma mulher não é fácil, decifrar as mensagens constantes a que estamos sujeitos pela vontade de querer saber mais, torna-se por vezes frustrante de constactar a incerteza de cada acto, tanto teu como de um outro, e tudo, pela incapacidade de ser sincero, pela incapacidade de mostrar aquilo que realmente representa e deixar-se levar por aquilo que esta vida tem para lhe dar...
Por exemplo, é muito dificil perceber porque motivo certos e determinados homens “saltam de poleiro em poleiro”? Não dá nem sequer para passar pela cabeça que esse lote vive de uma carência sem fim, de uma carência saciada momentaneamente como uma droga te sacia no teu maior estado de ressaca, mesmo sabendo que isso só te faz mal? A carência leva-te ao desespero, provar o amor é como te tornar dependente, e mesmo que não seja a quantidade que desejas, não consegues resistir à necessidade de sentir uma proximidade ínfima daquela droga que um dia chegaste a experimentar... Nem imaginas como é sentir o vazio em que cais a partir do momento em que deixas de atacar as “ovelhas” e vês que tudo à tua volta é nada! Sabes que não é vida mas não queres ficar no vazio, por isso escolhes viver mentiras sucessivas na esperança eterna de as tornar numa verdade.
Não é fácil viver com a angústia de um desejo insaciado e misturado na ideia que, esse poderá estar perdido no pomar da impossibilidade.
Tenho fases em que grito, desespero, imagino-me embrulhado pelas dores da perda, pela incapacidade de encontrar qualquer coisa para além da idealização, encontrar alguém que realmente se interesse por aquilo que representas e que não faça juizo por actos irreflectidos que possas ter evidenciado em fases instáveis da tua vida.
Um ruido não é uma certeza, é um fragmento, o resto só o “silêncio” te pode dar...
No fundo o grande motivo é poder exteriorizar as minhas frustrações, os meus desejos, as minhas visões e partilhar um pouco aquilo do que é isto que se vai dando ao longo do tempo... (o silêncio)
Obrigado pelo comentário Ana, lamento se defraudei qualquer coisa mas de facto esta escrita foi feita a partir do sem parar e sem articular (pensamentos), digamos que se apresenta na sua forma mais expontânea e sincera que te poderia, neste espaço e tempo, contemplar.
Obrigada pela dedicação das tuas palavras tão sinceras.
ResponderEliminarNa vida como na escrita, ... "Sem parar sem articular"...
O desejo vamos saciando, como o apresentas, como uma droga. O amor e os sonhos, uns ficam e crescem, outros vão-se dispersando como nuvens no céu num dia de verão. Na certeza que, num dia invernoso vão voltar mas por agora estão como que adormecidos.
É fácil ser sincero. Difícil é lidar com as consequências dessa sinceridade. Por isso existe tanta futilidade e cobardia disfarçada em sorrisos falsos e convenientes. POr isso é que existem pessoas com 30 "amigos", e outras, que mt orgulhosamente sabem que AMIGOS têm apenas 3 ou 4.
ResponderEliminarGosto da tua forma de pensar.
L*