Antes de mais obrigado pelo seu comentário, fico contente que pelo menos lhe tenha suscitado a sua curiosidade atrevida, e espero que a partir da minha resposta, possa evoluir um pouco no seu conhecimento principalmente crítico, aliando este princípio conceptual, à capacidade de criar uma congruência entre aquilo que é histórico e aquilo que é espacial ou neste caso territorial.
A referência espacial explicita no texto é relacionada com o território grego na era pré-socrática, onde o seu império era bem mais vasto que o de hoje, onde inclusive, a Ásia fazia parte dele.
Relativamente a todas as outras temáticas a que se referiu, posso desde já lhe dizer que este texto pode ser um ponto de partida para que voçe faça uso do seu conhecimento, ou não. Ponto de partida, pois foi nesta era (VI A.C), mais concretamente em Jônia (hoje território turco) e Magna Grécia península itálica, se quiser num sentido mais amplo inclui também a ilha da Sícilia, para lhe facilitar a sua visibilidade, fruto deste fenómeno da colonização grega onde nasceu esta era pré-socrática. Agora pergunta, mas então em que consiste a era pré-socrática? Sem querer alongar muito no tema, esta era representa uma nova forma de ver a realidade! Até à data o pensamento era essencialmente mítico, e esta nova linha veio trazer uma opção, visto que na época vivia-se um período essencialmente estático em que não eram aceites reflexões ou discordâncias. Apesar de não se afastar totalmente deste período mitológico, originou um espaço livre de reflexão, fecundando um conjunto de opiniões diferentes sobre a origem da terra. Estas diferentes opiniões originaram um conjunto de investigações para a explicação deste fenómeno, obrigando o ser humano a afastar-se dos deuses e a ligar-se, mesmo que infimamente, ao mundo concreto.
Então mas porque será isto importante para a evolução da espécie humana? Bom, pegando na essência do texto, podemos rapidamente concluir que este tem como base a filosofia de Nietzsche, onde a sua visão retrata a obra A Origem da Tragédia, onde nos fala nesta era pré-socrática, focando-a precisamente pelo facto de se verificar o primeiro afastamento ao Deus e a aproximação à terra! De uma forma metafórica Dionísios aparece aqui como a imagem simbólica do ser humano que se solta das garras do místico, sem fundamento, sem forma concreta, em oposição a Apolo Deus do sonho e da perfeição um tanto ou quanto alienada aos Deuses que correm por este mundo fora.
Colocando este filósofo na rota das diferentes correntes filosóficas, podemos rotolá-lo como o impulsionador daquilo que Jean Paul Sartre originou, o existencialismo. Citando este último “A existência precede e governa a essência”. Passada esta época onde o homem começa a usufruir de uma liberdade individual, da responsabilidade e subjectividade dos seus actos, “mestre dos seus actos e do seu destino”, com o passar dos anos rapidamente se chegou aquilo a que Gilles Lipovetsky chama de a era do vazio, aprefundada no individualismo, no hedonismo e naquilo que Jean Baudrillard fala, a época do objecto…
Se calhar até se fala naquilo que tanto gostava de abordar...
Penso que a partir daqui já tem várias “pontas” por onde pegar, para a criação das suas ideias que tanto esperamos apreciar.
A referência espacial explicita no texto é relacionada com o território grego na era pré-socrática, onde o seu império era bem mais vasto que o de hoje, onde inclusive, a Ásia fazia parte dele.
Relativamente a todas as outras temáticas a que se referiu, posso desde já lhe dizer que este texto pode ser um ponto de partida para que voçe faça uso do seu conhecimento, ou não. Ponto de partida, pois foi nesta era (VI A.C), mais concretamente em Jônia (hoje território turco) e Magna Grécia península itálica, se quiser num sentido mais amplo inclui também a ilha da Sícilia, para lhe facilitar a sua visibilidade, fruto deste fenómeno da colonização grega onde nasceu esta era pré-socrática. Agora pergunta, mas então em que consiste a era pré-socrática? Sem querer alongar muito no tema, esta era representa uma nova forma de ver a realidade! Até à data o pensamento era essencialmente mítico, e esta nova linha veio trazer uma opção, visto que na época vivia-se um período essencialmente estático em que não eram aceites reflexões ou discordâncias. Apesar de não se afastar totalmente deste período mitológico, originou um espaço livre de reflexão, fecundando um conjunto de opiniões diferentes sobre a origem da terra. Estas diferentes opiniões originaram um conjunto de investigações para a explicação deste fenómeno, obrigando o ser humano a afastar-se dos deuses e a ligar-se, mesmo que infimamente, ao mundo concreto.
Então mas porque será isto importante para a evolução da espécie humana? Bom, pegando na essência do texto, podemos rapidamente concluir que este tem como base a filosofia de Nietzsche, onde a sua visão retrata a obra A Origem da Tragédia, onde nos fala nesta era pré-socrática, focando-a precisamente pelo facto de se verificar o primeiro afastamento ao Deus e a aproximação à terra! De uma forma metafórica Dionísios aparece aqui como a imagem simbólica do ser humano que se solta das garras do místico, sem fundamento, sem forma concreta, em oposição a Apolo Deus do sonho e da perfeição um tanto ou quanto alienada aos Deuses que correm por este mundo fora.
Colocando este filósofo na rota das diferentes correntes filosóficas, podemos rotolá-lo como o impulsionador daquilo que Jean Paul Sartre originou, o existencialismo. Citando este último “A existência precede e governa a essência”. Passada esta época onde o homem começa a usufruir de uma liberdade individual, da responsabilidade e subjectividade dos seus actos, “mestre dos seus actos e do seu destino”, com o passar dos anos rapidamente se chegou aquilo a que Gilles Lipovetsky chama de a era do vazio, aprefundada no individualismo, no hedonismo e naquilo que Jean Baudrillard fala, a época do objecto…
Se calhar até se fala naquilo que tanto gostava de abordar...
Penso que a partir daqui já tem várias “pontas” por onde pegar, para a criação das suas ideias que tanto esperamos apreciar.
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